13º salário do INSS: segunda parcela sofrerá descontos obrigatórios e aposentados vão receber menos | Finance Journal

13º salário do INSS: segunda parcela sofrerá descontos obrigatórios e aposentados vão receber menos | Finance Journal



O 13º salário pago pelo INSS é um abono anual destinado aos segurados do Regime Geral de Previdência Social e funciona como um reforço importante no orçamento, especialmente no segundo semestre.

Apesar de ser dividido em duas parcelas, muitos aposentados e pensionistas se surpreendem ao perceber que o valor da segunda é menor do que a primeira — e isso tem uma explicação técnica.

Por que a segunda parcela do 13º do INSS é menor
A principal diferença entre as duas parcelas está nos descontos. A primeira corresponde a 50% do valor bruto do benefício mensal e é paga integralmente, sem qualquer dedução. Já a segunda parcela completa o valor total do abono, mas sofre os descontos obrigatórios previstos em lei.

É nesse momento que ocorre o ajuste final feito pelo INSS, com a retenção do Imposto de Renda para quem não está dentro da faixa de isenção definida pela Receita Federal. Por isso, o valor creditado costuma ser inferior à metade exata do benefício mensal.

O desconto do Imposto de Renda incide exclusivamente sobre a segunda parcela do 13º. Segurados que recebem até o limite de isenção não têm retenção. Além disso, aposentados com mais de 65 anos contam com uma faixa adicional de isenção sobre rendimentos previdenciários, o que pode reduzir ou até eliminar o imposto devido.

O valor total do 13º é calculado com base no benefício mensal vigente. Em 2026, com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 e a atualização do teto previdenciário para R$ 8.475,55, os valores do abono também foram corrigidos. Quem passou a receber o benefício ao longo do ano não recebe o valor integral: o pagamento é proporcional ao número de meses em que houve concessão.

Entender essa dinâmica evita frustrações e ajuda no planejamento financeiro, já que a redução na segunda parcela é resultado de regras fiscais.


Fonte: TNh1

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