Nova tabela do Imposto de Renda 2026: veja como ficou, quem tem isenção, quando começa a valer e outros detalhes! | Finance Journal

Nova tabela do Imposto de Renda 2026: veja como ficou, quem tem isenção, quando começa a valer e outros detalhes! | Finance Journal


Muitos brasileiros aguardavam por mudanças no Imposto de Renda e, finalmente, novidades foram anunciadas para 2026. Imagine começar o ano sem a preocupação de descontos no salário se você recebe até R$ 5.000.

Como a nova tabela afetará seu bolso? Quem realmente terá direito à isenção total e quando as novas regras entram em vigor? Descubra os detalhes que poderão impactar sua declaração e seu planejamento financeiro  nos próximos meses.

Como ficou a nova tabela do Imposto de Renda para 2026

A nova tabela do Imposto de Renda chega com mudanças para trabalhadores e aposentados. O maior destaque é a ampliação da isenção para todos com renda mensal de até R$ 5.000.

O valor do imposto também foi reduzido para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 ao mês, amenizando o desconto mensal destes contribuintes. Não há alterações para aqueles cujo rendimento supera R$ 7.350 mensais, permanecendo a tributação vigente.

Quem terá direito à isenção com as novas regras?

Quando se fala em isenção, refere-se à faixa de renda mensal que não será tributada. Atualmente, o teto de isenção é de R$ 2.428,80. No entanto, na prática, a isenção é de até R$ 3.036,00 por mês, o que equivale a dois salários mínimos, cumprindo uma promessa do presidente Lula.

Com o reajuste, trabalhadores com salário de até R$ 5.000 não precisarão mais pagar o Imposto de Renda. Para rendimentos superiores a R$ 5.000,01 até R$ 7.350, haverá aplicação de descontos automáticos.

Comparativo entre a tabela atual e a de 2026

O início da vigência das novas faixas será em 1º de janeiro de 2026. Até lá, segue em vigor a tabela atualizada em 2025. O texto da lei ainda precisa ser sancionado, mas a expectativa é que a mudança seja mantida conforme acordado.

A estimativa do governo aponta que cerca de 16 milhões de cidadãos serão impactados positivamente. Entre eles, estão trabalhadores, aposentados e pensionistas que passarão a ter mais renda disponível mensalmente, sem descontos de IR ou com impostos reduzidos.

Como será compensada a perda de arrecadação?

As mudanças devem trazer uma redução na arrecadação de impostos. Segundo técnicos do governo, o custo estimado é de R$ 31,2 bilhões no próximo ano. Para compensar essa perda, o governo propõe novas formas de tributação sobre rendas mais altas e operações internacionais, buscando sustentar a arrecadação sem prejudicar os contribuintes de menor renda.

Tributação para alta renda
Serão criadas novas tributações para pessoas que possuem altos rendimentos. Entre as novidades, destaca-se um imposto mínimo sobre aqueles que recebem mais de R$ 50 mil mensais (ou R$ 600 mil ao ano) e taxação sobre remessas de dividendos para o exterior. Bancos, empresas financeiras e profissionais liberais com rendimentos elevados também terão regras específicas para garantir equilíbrio fiscal.

O imposto mínimo será progressivo, variando entre 0% e 10%, incidindo sobre quem ganha acima de R$ 1,2 milhão anual. Lucros, dividendos de empresas, e outros rendimentos entrarão no cálculo, exceto venda de imóveis fora do mercado financeiro, rendimentos de poupança, aposentadorias por doenças graves e heranças. Assim, poucos fatores poderão reduzir a base de cálculo para essa faixa superior.

Profissionais liberais e autônomos
Profissionais liberais que superam os R$ 50 mil mensais também serão impactados pelas novas regras. Caso atuem como sócio único de empresa, haverá redutor para evitar tributação acima de 34% (ou 45% no caso de bancos e até 40% para instituições financeiras). Assim, o governo busca equilibrar a carga tanto para a pessoa física quanto para a jurídica, incentivando regularidade e transparência fiscal.

Dividendos e investimentos
Lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais, assim como qualquer valor remetido ao exterior, terão retenção automática de 10% de Imposto de Renda na fonte. Segundo o texto aprovado, essa medida elimina a atual isenção de dividendos.

Estados e municípios
Para garantir que estados e municípios mantenham receitas, a União será obrigada a compensar eventuais perdas via Fundos de Participação (FPE e FPM). Desta maneira, a sustentabilidade financeira dos governos locais não deve ser afetada pelas mudanças no modelo da arrecadação federal do IR.

Cálculo do novo Imposto de Renda
Calcular o imposto devido exige atenção ao rendimento anual e às novas faixas. Os ganhos deverão ser somados, considerando exceções previstas na nova lei (ganho de capital, indenizações, rendimentos isentos, entre outros).

Certos rendimentos não entram na base de cálculo, como doações, heranças, indenizações e investimentos isentos (LCI e LCA). O contribuinte precisa reunir todos os comprovantes e declarar corretamente para não ter problemas com a Receita Federal.

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